sábado, 5 de janeiro de 2013

ENTROIKADO


Entroikado foi a palavra eleita por uma votação levada a cabo pela Porto Editora para a palavra do ano 2012.

Entroikado tem um significado pessado. Todos nós, excepto raras excepções, sentimos nas costas a carga da dita.

Entroilado significa entre outras coisas: lixado, tramado, sem futuro, emigrante, arruinado etc.

Poderia enumerar aqui muitos mais sinónimos mas só estes já me estão a deixar mal disposto.

Ainda se entroikado significasse outra coisa mais simpática.

Fosseis do nosso tempo


Quem não se lembra da saudosa cassete áudio dos anos 70, 80 e 90.

Inventada pela empresa holandesa Philips nos anos 60, foi companheira de muitos de nós nas décadas que se lhe seguiram, quer em casa nos reprodutores de cassetes quer na rua nos famosos walkman.

Nos finais dos anos 90, os CDs, com menor ruido, maior durabilidade e melhor facilidade de manuseamento e portabilidade, começaram lentamente a substituir a cassete.

Nos anos 2000 o MP3 e respectivos reprodutores, de pequeníssimo tamanho e enorme capacidade, em relação à cassete e até ao CD, vieram por fim a um objecto que foi muito útil no seu tempo mas que brevemente passará à condição de fóssil.

Como saudosista que sou, ainda guardo alguns destes exemplares em casa, embora já tenha dificuldade em conseguir reproduzi-las.

O último equipamento que tinha, que ainda era capaz de as ressuscitar era uma aparelhagem dos anos 90 que ainda funciona, quando eu me lembro dela e a ligo, apenas para matar saudades, mas o leitor de cassetes deixou de funcionar há dias, por altura do Natal. 

Logo por essa altura...

Fiquei triste!


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Só para realçar a diferença



Segundo o site da RTP em 02-04-2012, o  Presidente da Hungria demitiu-se depois de ter sido acusado de plágio numa Tese de Doutoramento.

"Uma semana depois de ter perdido o título de doutoramento da Universidade de Semmelweis por alegado plágio, o Presidente da Hungria, Pal Schmitt, anunciou a demissão.


"De acordo com a Constituição húngara, a qual eu assinei, o presidente expressa a unidade da nação", disse ao Parlamento. "A cláusula significa que nesta situação, quando meu problema pessoal divide minha amada nação ao invés de uni-la, é meu dever acabar com meu serviço e renunciar ao meu mandato como presidente", declarou.


Um relatório da Universidade afirma que Pál Schmitt copiou o conteúdo de 180 das 215 páginas da tese académica sobre desporto. Os partidos da Oposição pediram a renúncia imediata do Presidente, que assumiu o cargo em 2010. O antigo campeão olímpico de esgrima já respondeu que a tese de doutoramento nada tem a ver com o motivo que o levou à Presidência da Hungria."

Há (havia) por cá políticos que deveriam olhar para este exemplo, tirar ilações e pelo menos pedir desculpas, uma vez que já não vão a tempo de seguir o exemplo.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Desculpa esfarrapada



Há já algum tempo atrás, já não me lembro bem quanto, os hipermercados onde nós vamos entregar parte do dinheiro que recebemos ao fim do mês, decidiram passar a cobrar pelos saquinhos de plástico onde nós transportamos as coisas que lá compramos.

Em alguns desses hipermercados, existem caixas que ainda dão sacos e outras onde estes têm que ser pagos. Há algumas cadeias desses hipermercados onde foi completamente abolida a prática de dar os ditos sacos e quem os quiser tem que pagar.

Na altura da sua implementação, se bem se lembram, a desculpa foi com o ambiente. Encheram até as superfícies comerciais de cartazes a alertar para a defesa do ambiente e para a sensibilização de reciclar / reutilizar.

Os sacos de plástico são feitos de hidrocarbonetos, recursos esgotáveis do planeta e além disso não se  bio degradam com facilidade, o que provoca efectivamente danos para o ambiente, não o nego.

Então, a bem do ambiente, dever-se-iam reutilizar os ditos saquinhos e assim evitaríamos extracção de recursos do planeta em vão e todos nós beneficiaríamos de um ambiente mais limpo, diziam eles.

Sim senhora, estes tipos não têm só o objectivo de ganhar o máximo de dinheiro possível, têm até preocupações com o ambiente, vejam lá.

Uma ova!

Todos os dias quando vamos a um desses hipermercados onde deixaram de dar qualquer saquinho de plástico, ao passarmos na caixa, lá vem a perguntinha da praxe: "Vai precisar de saco?"

Hoje até me dei ao trabalho de passar na caixa, apenas com duas pequenas coisas para pagar e com o respectivo saco de plástico bem à vista da moça da caixa, e ainda pos cima, o saco era da marca do hipermercado em causa para a moça reparar bem que aquilo era um saco. E sem surpresa lá veio a perguntinha do costume:
- E saco, vai precisar?

Ora, se o objectivo é reutilizar e se eu até já levo o saco á vista para que é que me estão a perguntar se eu preciso de um saco. Se eu quiser um saco peço-o mas eles nunca se esquecem de nos lembrar do saquinho.

Portanto, eles não estão preocupados com o ambiente coisa nenhuma, estão é preocupados em nos levar mais uns cêntimos de cada vez que lá entramos.

Tudo serve para nos levarem até ao último cêntimo e nem se importam de utilizar causas como o ambiente para conseguir isso.  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Faz o que eu digo e não olhes para o que eu faço





O Banco de Portugal vai festejar o Carnaval

O banco central português diz que a instituição observará a terça-feira de Carnaval, no âmbito das duas convenções laborais em que está inscrito, não podendo assim dizer-se que se trata de uma tolerância de ponto.

Nos termos do artigo 68º do Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário e do artigo 52º do Acordo de Empresa do Banco de Portugal, que estabelecem que a instituição deve observar a terça-feira de Carnaval, para além dos feriados obrigatórios nacionais, o banco central comunicou que esses acordos serão respeitados.

“Neste contexto, o Banco de Portugal terá de cumprir as obrigações que decorrem das duas convenções laborais, não se tratando, pois, de uma eventual concessão de ‘tolerância de ponto’”, sublinha o comunicado da instituição liderada por Carlos Costa.

Gestores públicos não podem ganhar mais do que o PM

O Governo vai impedir que os gestores públicos tenham salários superiores aos do primeiro-ministro, mas admite exceções para as empresas com atividade mercantil e que operem em regime de concorrência de mercado.
A CGD, RTP, CTT e a TAP são apenas alguns exemplos de empresas cujo Ministério das Finanças autorizou os gestores a terem remunerações superiores à do primeiro-ministro.

O vencimento mensal será determinado em função de critérios "decorrentes da complexidade" do cargo que irão desempenhar e será acrescido de despesas de representação no valor de 40 por cento do vencimento.

Não só o vencimento se regerá por critérios pouco definidos como ainda têm mais 40 por cento de representações.

Perante o quadro económico que o país atravessa, como é que algum português vai entender que as restrições impostas não são só para alguns. Para os do costume para não variar.

Como é que os investidores, vulgo mercados ou sanguessugas se quiserem, vão acreditar que este país está realmente empenhado em se endireitar economicamente.

Ou a classe dirigente dá o exemplo ou assim não vamos lá!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Nem tudo o que parece é



A China está a construir cidades inteiras com milhares de apartamentos e centros comerciais enormes que não servem para nada pois os chineses não têm dinheiro para comprar essas casas e consequentemente essas novas cidades e centros comerciais estão vazios.

Ao que parece os chineses constroem todos estes projectos megalómanos como forma de aumentar PIB e estimular o crescimento económico.
Geram assim um crescimento fictício para enganar o mundo sobre a sua economia.
Esse crescimento económico é artificial pois não há retorno do investimento. Cidades desertas que custaram balúrdios. Construções totalmente inúteis que nunca serão pagas e cujas perdas nunca serão contabilizadas pois como não há eleições, nunca há apuramento de responsabilidades. Ninguém irá apontar o dedo ao governo anterior por estes descalabros.

Gordon G. Chang advogado chinês, há décadas a viver nos EUA, tem alertado para o iminente colapso da China. No seu livro “The Coming Collapse of China”, editado em 2001, Chang prevê que os quatro grandes bancos chineses, todos eles propriedade do Estado e endividados até à medula por satisfazerem os interesses privados da elite comunista, podem ser os grandes causadores da catástrofe que se adivinha naquele país.

Chang afirma que 2% a 3% do crescimento económico chinês são excesso de produção. Produtos que jamais serão consumidos, que de nada servem, mas consomem recursos, dinheiro, tempo e energias que seriam mais bem aplicados noutras actividades.

Tudo isto não teria nenhuma importância  nem constituiria nenhum problema para nós não fosse o caso de a China ser nente momento uma grande potência económica a nível mundial, nem que essa potência económica seja  artificial, e ter interesses económicos em quase todos os países do mundo incluindo Portugal.

A história tem-nos mostrado que estes regimes fechados, quer do ponto de vista político quer do ponto de vista económico, acabam sempre por colapsar. Uma população oprimida não permanecerá eternamente apática. Mais cedo ou mais tarde reagirá e as consequências são sempre negativas.

Se a china entrar em colapso económico, o que é muito provável que aconteça mais cedo ou mais tarde, imagine-se o estrago que irá provocar a nível mundial.

Veja aqui a reportagem que permitiu dar a conhecer ao mundo mais este eminente colapso financeiro.






Coisas que não deveriam acontecer


Na Grécia já há pais a abandonar os seus filhos como se de crias de animais se tratasse, facto já de si deplorável, quando mais tratando-se de crianças.
Alegando não terem condições para as criar, deixam-nas à porta de igrejas e outras instituições de solidariedade, com bilhetes a pedir desculpa e a implorar que tratem bem delas.

Pode imaginar-se o desespero de um pai ou de uma mãe que se vê obrigado a praticar um acto destes.

Conseguem imaginar-se a ter que fazer uma coisa destas?

Os nossos responsáveis políticos não se cansam de referir que nós não somos a Grécia e que o nosso problema económico não tem a mesma gravidade.

Espero que tenham razão. Espero mesmo!